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Prosa Sonora 2018
2 novembro
3 novembro
4 novembro

no
Teatro
SESI

Entrada
Gratuita

RAPadura chegou disposto a embolar e movimentar o cenário musical brasileiro com uma inusitada mistura de rap com repente alimentado por muito coco, maracatu, forró, baião e cantigas de roda, que fazem dele o percussor de um movimento em defesa da cultura popular, integrando o rap contemporâneo à música de raiz. “Não me defino como rapper por que não faço apenas rap, faço Rapente”, explica seu estilo musical.

RAPadura desenvolve um trabalho voltado para o universo do canto falado. Umamistura arrojada de rap com a tradição da cultura popular brasileira. Suas letras sãocontundentes e exalam uma linguagem poética sem perder a identificação com o povo. Falamdo Nordeste, da seca, do agricultor, da mulher rendeira e também falam da cidade e dosprocessos de urbanização.

Francisco Igor Almeida do Santos nasceu em 1984, no município de Lagoa Seca, uma Vilana periferia de Fortaleza no Ceará, e como centenas de sertanejos, migrou com sua famíliapara Brasília em 1997, quando ainda era adolescente. O apelido vem da sua paixão pelarapadura, nome de um famoso doce tipicamente nordestino, feito do puro sumo da cana econhecido por fornecer muita energia e vitalidade para quem o consome. RAPadura costumavacomer um pote de rapadura depois das exaustivas peladas de futebol com os amigos.

A saudade que sentia do Nordeste o influenciou na composição de suas primeiras músicas. Ainspiração chegou por necessidade quando decidiu fazer uma “coisa diferente”, uma músicaque as pessoas gostassem de ouvir. Comprou alguns discos de baião e começou a ouvir emcasa. Inspirado pelas canções de Marinês, Luiz Gonzaga, Heleno Ramalho, Banda de Pau eCorda, Lia de Itamaracá, Patativa do Assaré e por expoentes do rap nacional como o grupoCambio Negro, a dupla Thaíde e DJ Hum e o rapper GOG, RAPadura lança seu primeiro trabalhogravado A FITAEMBOLADA do Engenho – Rapadura na BOCA DO POVO. Com 8 faixas, otítulo faz uma referencia ao termo MixTape muito usado no universo do rap e faz muita gentedançar com “Maracatu de cá pra lá”. Traz uma declaração ao seu “Norte e Nordeste me veste”,canção que ganhou o primeiro clipe oficial. Fala de um “amor Popular”, de uma “MoçaNamoradeira”“Tu e Eu” vão cantar “Rima Junina” em uma “Fita embolada de Engenho” de umRapadura que é “Doce mas num é mole”,Não. “Escrevi uma música em cima de uma canção de Luiz Gonzaga. Peguei um pequeno trecho de sanfona, joguei umas batidas em cima e escrevi uma canção falando sobre a cultura nordestina”.

Para quem já compartilhou dos mesmos eventos e palcos que Lenine, Gerson King Combo, Detonautas, Paulo Maria Rita, MV Bill, Gog e Racionais MC’s, o desafio agora atender ao chamado para uma missão mais do que especial: representar seu Norte e Nordeste, levar sua cultura para os quatro cantos do mundo.

E para colocar em prática um trecho da primeira faixa da FITAEMBOLADA Do Engenho – RAPapura na boca do povo que diz “RAPadura, Primeiro pro povo depois pra exportação” ele vai mostrar toda sua musicalidade no Mega Festival que comemora o ano do Brasil em Portugal
no dia 05 de abril de 2013. “Vou levar DJ e sanfoneiro paramostrar o quanto é possível misturar o rap com a cultura popular no mesmo som e tornar a música ainda mais bonita do que já é. Vou colocar os portugueses para dançarum Forrap.”