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Prosa Sonora 2018
2 novembro
3 novembro
4 novembro

no
Teatro
SESI

Entrada
Gratuita

Completando uma trilogia de Ariano Suassuna, iniciada com a peça o ͞Auto da Compadecida͟, seguida por ͞Torturas de Um Coração͟, ou ͞Em boca fechada não entra mosquito͟, a ͞Farsa da Boa Preguiça͟ é a terceira montagem do Grupo de Teatro Guará, do grande dramaturgo criador do Movimento Armorial. Nessa encenação o Grupo mantém a sua tradição de investir num teatro popular, mantendo as pesquisas e propostas que vem desenvolvendo ao longo de sua trajetória,procurando construir um espetáculo que possa ser apresentado nas ruas, nas praças e dentro dos teatros tradicionais, estabelecendo uma forte comunicação com o público.

 

Peça

Fruto da reelaboração da realidade histórica e social, a partir de um material de origem popular e do trabalho e qualidade da linguagem literária de Ariano Suassuna, a Farsa da Boa Preguiça representa o contraste entre o Brasil do povo humilde e trabalhador representado por Joaquim Simão e Nevinha, e da burguesia cosmopolita, superficial e falsa, simbolizada pelo ricaço Aderaldo Catação e sua esposa pseudo intelectual, Clarabela. A Farsa conta a história do poeta preguiçoso Joaquim Simão, um pobre, mas bem-aventurado com suas condições. Aderaldo, seu vizinho rico e avarento, quer a todo custo por meio de sua riqueza conquistar a mulher do poeta, inconformado com a alegria de Joaquim Simão diante da pobreza. Já o poeta é tentado pela beleza de Clarabela, esposa de Aderaldo, recém chegada da cidade grande, uma falsa intelectual aparentemente conhecedora dos problemas formais e ͞conteudísticos͟ da arte.Três demônios fazem de tudo para envolver os casais na tentação, no pecado e na mentira, com intuito de leva-los para o inferno, enquanto Jesus observa e avalia e dois santos tentam intervir. O texto não é uma defesa indiscriminada à preguiça e sim um elogio ao ócio criador do poeta, ressaltando a diferença da visão de mundo do homem do povo e daquele que o explora. Numa mistura de elementos alegóricos religiosos e místicos e uma perspectiva cristã, instaura-se um conflito entre o bem e o mal, céu e inferno, Deus e diabo, o divino e sagrado contra o
mundano, a avareza, a safadeza, o capitalismo e o ateísmo, de forma cômica como é próprio da farsa (Gênero teatral) e do autor.